Dharma e divergentes
Costumo dizer como professora, que dar aula comprova a existência do CARMA: tive uma turma onde todos coincidentemente eram otakus, poderia citar vários outros exemplos. Parece existir uma força que atrai os iguais, a chamo nesse contexto de carma, por que é fácil aceitar as convergências pois há algo evidente que os une. Como ao meu ver a falta de divergências não impõe nenhuma alteração interna, eu percebo a energia que une os iguais como um carma.
Mas neste último ciclo de aulas uma turma que me fez pensar no DHARMA:
Há uniões que simplesmente ocorrem se opondo à todas as leis de atração, normas e deveres impostos, mas sobretudo agindo de acordo com sua natureza intrínseca e não visível, talvez para misturar seres em suas qualidades essenciais.
Eu vejo o dharma nos ambientes aos quais os seres divergem uns dos outros, e mesmo assim a harmonia é implantada, por que ela já existia numa instância invisível, porém em um plano fértil a consonância é construída.
Eu testemunhei esse equilíbrio natural acontecer em uma sala de aula, na qual em seu primeiro dia de aula eu acreditei que não daria conta de uma turma de idades físicas e mentais diferentes, a neurodivergência que também estava presente foi rejeitada apenas por uma pessoa, que por fim se excluiu naturalmente desse todo que eu tive o privilégio de contemplar..
Ensinar para mim é isso, observar espetáculos de crescimento humano, onde aparentemente não há.
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