Líquida, graças a Bauman
O que ensinaram para os homens da minha geração é que algumas mulheres são para comer, outras para casar.
Se gabam por terem sido a última geração que valorizou a família, mesmo que para manter essa ilusão tenham tornado seus filhos moralistas, infelizes e na maior parte do tempo misóginos, portadores de contratos não verbais de relacionamentos descabidos.
Propostas relacionais com cardinalidade de um para muitas, na qual para os homens tudo é permitido e paras as mulheres tudo é feio.
Era fácil manter um relacionamento por anos quando a hipocrisia era isolada por um mundo sem câmeras, sem vigilâncias.
Hoje, que todas máscaras caem em tempo record, vamos culpar o intelecto dos jovens por sua fluidez?
Vamos culpar uma geração que constata que existe uma infinidade de coisas entre ser apenas um lance na vida de alguém e ter um relacionamento convencional?
A maior variedade amorosa que estamos vivendo não se limita à liberdade de homens constituirem famílias completas com homens ou 2 mulheres que criam juntas os seus filhos.
A maior liberdade de hoje é a listagem de milhares de sentimentos existentes entre não amar e amar.
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