Multiverso do coração
Eu sei! Eu desejo um mundo que eu invento e ele não se encaixa em hemisférios, calendários ou cotidianos.
É um hábito que transcende o meu consciente e eu não sei quando começou.
Como se viver para mim, fosse o choque entre tudo que eu crio e o que a realidade me impõe.
Dentro disso, eu não passo da intercessão entre o nada que possuo e o tudo de estranho que eu gostaria de ser. "O todo bizzarro" entranhado na máscara lógica costurada no meu rosto.
É muita tinta por trás de números! É muito grito enclausurado no meu silêncio. De dia, há muita poesia encalacrada na minha garganta.
Acho que isso começou em uma das noites em que me irmão me contou histórias para eu dormir, ou quando o primeiro poema justificou a lágrima que antecipadamente, rolava em meu rosto.
Eu sempre tive o hábito de colocar um personagem nessas minhas invenções.
Algumas vezes esses se tornaram imigrantes que pularam o muro das minhas fantasias e se espatifaram no meu chão.
Ao não entenderam que é possível viver e ser lúdico, caminham vivos por aí porém morreram no multiverso em que se encontra o meu coração.
Comentários
Postar um comentário